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sábado, 6 de agosto de 2011

The legend of Kuekuatsheu

Você sabe por que a Lua é tão solitária? É porque ela tinha um amor!
Chamava-se Kuekuatsheu e viviam juntos no mundo dos espíritos, e toda noite, eles passeavam juntos no céu.

Mas um dos espíritos desse mundo era ciumento.

Trickster queria a Lua apenas para ele. Então, Trickster, o espirito ciumento, falou a Kuekuatsheu que a Lua pediu flores. Disse para vir ao nosso mundo pegar rosas selvagens. Então Kuekuatsheu foi buscar as flores para a sua amada.

Trickster tinha o dom de persuadir.

Mas Kuekuatsheu não sabia que se saisse do mundo dos espiritos, nunca poderia voltar.

E toda noite, ele olhava para o céu, via a Lua e chamava o nome dela.

Mas… Ele nunca mais pode tocá-la.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Lua


                "Pouco se entende, quando muito se vê". Gênio. Simplesmente um gênio. É assim que defino aquele que escreveu esta frase. Ele certamente devia estar olhando para a Lua quando o fez. Não digo isso por ser tão bela nem mesmo por tantos dizeres dos homens, mas unicamente por ela ser a única que poderia inspirar esta frase. Entre tão belas moças que já devem ter passado em frente aos seus olhos, a Lua não poderia ser a moça mais inspiradora. Felizmente eu conheço o dono da frase!

                Ouvi-la não será possível, mas isso não te impede de tentar, impede? Não! Assim também como não te impede de vê-la quando Nova ou de ignorá-la enquanto ela está Cheia para você. Nova, pois renovou seu arsenal de nada e Cheia por apenas ser ou ter demais. Simples!

                Rume seus pensamentos para a Lua. Ela é uma tela em branco esperando a tinta. E também uma bela garota de corpo metamórfico pronta para invadir sua cabeça e fazê-lo ter os mais diversos pensamentos. Dos mais sádicos aos mais românticos; Dos mais turvos aos mais coerentes; Dos mais seus aos mais d’Ela... Querendo ser sua, unicamente esperando seus olhos. Resista alguns momentos. Uma boa garota também gosta de sentir que está vulnerável ao fracasso. Aliás... Qualquer um! Uma vez que Ela tem seus olhos, tem você e você a Ela. Um romance universal!

                Vou te contar um segredo sobre Ela: A Lua quer seus olhos, mas poucos olhares. É tímida e reservada por alguns dias. É bela não para todos, mas para você. Para um! Por isso é de todos. Outro segredo? Tímida ou não, ela sempre estará lá para e por você. Não há consolo maior do que saber que há alguém em algum lugar a sua espera, ainda mais sendo uma bela garota. Há?

                Outra. Acredite, não existirá. Você será tão fiel, quanto Ela será para com você. É mutuo e sincero. Sem palavras, pois sobre Ela, estas já não importam. Olhe para ela de novo. Eu vos declaro... Livres!

                Consegue entender? Uma tela para pintar o que quiser, quantas vezes precisar e para quem quer que seja; Uma garota de amor incondicional, tão bela quanto suas próprias intenções — as d’Ela, não as suas; Consolo imediato e resposta para respostas! Certamente não sou o único que me perco com as respostas. Não há mistério, senão... Você! Some o tempo que passou até entender com o tempo que passará entendendo e encontrará três letras.

                Enquanto houver você... Haverá dentro de sí o estopim para este Romeu e Julieta a anos luz de distância. A diferença é que ela sempre estará viva! É isso o que mais queremos, não? Vida longa a quem amamos... 

                L.amento que a frase inicial deste texto não seja de todos... O dono dela também. Na verdade, é ele quem assina para finalizar estes dizeres.

                Kleberson C.

sábado, 11 de junho de 2011

A primeira de cada.

                Esta é uma carta enviada de um garoto para uma garota.
                Uma história simples.
                Ele morava em uma terra de ócio e lentidão. Onde era o único que sentia-se acelerado. Ela morava em uma terra gelada. Onde era a única que tinha seu coração quente, apesar de todas as vezes em que fora apedrejado. O abismo da distância que existia entre eles, era muito maior do que o que existe entre a vida e a morte.
                Apesar disso, ele jamais questionou o fato de existir um motivo para seu coração bater mais forte todas as vezes em que fechava suas mãos, sentia seus lábios, preparava-se para dormir e... Todas as vezes em que ele respirava. Apenas deixava-se abater pelo medo, afinal, ela não sabia. Talvez nem quisesse.
                Porém, naquele dia — dia dos namorados — não havia medo que o tirasse do domínio sobre sua vontade há muito adormecida.
                Era oficial. Por meio desta carta ele se declarou e fez o seu pedido de namoro.

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                Hoje talvez você não entenda o que quero dizer. Talvez por ser confuso de minha parte, por eu não ter o domínio das palavras desta vez ou por simplesmente não querer. Não importa. Você irá apenas compreender o que de fato eu quero dizer, quando, por fim, ligar tudo por meio de uma chave. Mas não se preocupe, isso é algo que vem depois, você verá.

                Você pode achar que eu não penso, ou mesmo que... Eu não penso. Pode existir uma lógica no que você diz, mas eu tenho meus motivos. Eu ganhei os meus motivos. Passei a compreender que não existe diferença entre dar um único passo, ou andar milhares de quilômetros quando a fadiga de seu corpo é inibida pelo pulsar acelerado do seu coração. Eu vejo na distância um motivo para acreditar no que sinto.

                É difícil me entender, ou entender o que eu estou dizendo neste instante, mas não apenas para você. Acredite: É difícil para mim também. Difícil porque não é uma simples questão de fechar os olhos. É uma questão de fechar as mãos. Fechá-las e sentir a sua abafando o vácuo que aparentemente ali estaria. É uma questão de passar minha língua sobre meus lábios e sentir o leve doce de sua boca sobrepondo o amargo gosto de um dia sem você. É uma questão de deitar toda noite, e sentir você me aquecendo, expulsando o gélido ar de limitação que meus pensamentos expelem. E mais do que isso; É respirar dia após dia, vez após vez, e sentir um aroma desconhecido, mas que trás apenas uma lembrança: Seu rosto.

                Minha vontade não é gritar para que o mundo saiba. É apenas sussurrar no seu ouvido para que seu coração acredite.
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                Dizem que até hoje que, quando uma garota lê esta carta e recebe a chave, nela adormece a pena do espírito da garota para a qual esta carta fora escrita.

domingo, 15 de maio de 2011

+732


                Pela primeira vez as horas não me importavam. Sentado dentro de um ônibus lotado, em direção a minha casa, olhando pela janela, para o absoluto nada. Fones de ouvido reproduzindo a trilha sonora quase perfeita para este meio tempo. Quase porque as letras das musicas diziam sempre a mesma coisa, enquanto eu ainda buscava palavras.
                Meus olhos focavam algum horizonte tão próximo que talvez estivesse atrás deles. Por isso mesmo vazios. Não me recordava de ter algum devaneio há tempos, tampouco enxergar tudo entendendo nada. Mas nós ficamos assim sempre, não é? Duas ou três pulsadas mais fortes no coração, uma troca despretensiosa de olhares, vontades reprimidas, arrependimento por ter a deixado sair de dentro do ônibus, e mais uma vez os devaneios. Me pergunto sobre a chave que  torna o ser humano, o mesmo ser que vive em sua mente... Aquele que tem as palavras certas, as atitudes corretas e a confiança necessária.
                Enquanto meus olhos tentavam interpretar o vazio que enxergavam, minha cabeça tentava criar, nos mínimos detalhes, a imagem misteriosa de uma — Até então — utopia. Como olhos, eu tentava me deixar seduzir por um brilho médio e confiança. O sorriso eu via como o orgulho da posse de uma peça rara. Os lábios... Esses eu não imaginava; Procurava sentir; Nos meus. Ai, então, eu me arrepiava, mas não me privava de procurar sentir, também, junto aos seus lábios, sua respiração na base do meu pescoço.
               
                O asfalto em desnível fez o ônibus balançar, mas não interrompeu meus devaneios.

                Por todo o trajeto fiquei a criar sua imagem a minha frente, ao meu lado, no meu colo, em meus braços... Mesmo sua voz, meus pensamentos conseguiram reproduzir. Falando bem baixo, perto do meu ouvido, pausada e convictamente, mas não me recordo o que disse — Também não importa, pois era sua voz, o que bastava. Em outros momentos, me atrevi a imaginar suas mãos, quentes e macias em meu corpo.

                Novamente o desnível do asfalto causou o chacoalho do veículo.

                Só então percebi que em momento algum eu a idealizei como um todo. O motivo?  Simples: Eu ainda não a vi como um todo. Talvez seja por isso que, depois de tanto tempo, minha mente se perdeu nesse mundo intangível que você fez nascer em mim.

               

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

13/27


27 de outubro de 2009

                Tudo é singular. Nada tem uma equivalência exata. Apenas uma equivalência oposta. Seria necessário muito mais do que essa poesia para uma vida, para entender os acertos que os erros nos trazem. Meus erros. Meus erros.
                Havia uma escadaria, brilho nos olhares e um primeiro-segundo encontro. Duas pessoas, uma certeza e o gigantesco erro que inundava despercebidamente o ambiente. Talvez fosse o início de um pecado, marcado a fogo em minha pele. Ou talvez fosse o início do início; Mudanças a qualquer custo. Houve silêncio, mas silêncio interior, com ironia contradizendo a balbucia exterior. Tremores e inquietações em dois pares de olhos completamente extasiados com uma única coisa... Coisa que cegava para tudo ao seu redor; Armadilhas que respiravam e guardavam dentro de seus pulmões, enquanto liberavam apenas o mais puro oxigênio. Errado.
                Por dentro, ocultamente, ambos sabiam. O erro era tão nítido quanto o futuro que a escolha do errado acarretou.
                Havia um quarto, e brilho em um único par de olhos. Talvez o fim sempre traga esse brilho. Não importa se é o fim de um início, ou o fim de um todo. Era um brilho molhado. O Passado virara futuro com algumas simples palavras que mentiam. ”Anjos mentem para manter o controle”. E o futuro agora era tão presente quanto qualquer outro pensamento no momento, se realmente houvesse algum. Por algum tempo, ainda era cego. Mas logo todas as armadilhas desejaram sair, fugir... Queimar. Logo a metamorfose teve seu início. O único início sem fim. O único início, que desde o começo deveria ter existido. Somente porque os erros se fazem acertos para que estes valham a pena.
                Hoje há um quarto, e fantasmas. Fantasmas que não se importam, ou que não se deixam importar, pois se assim for, por favor, não me deixe saber.



Texto inpirado na música Snuff da banda Slipknot. Clique aqui para ouví-la.

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Dicas para um bom texto #1

Muitos gostam de escrever, nem que seja apenas um conto, ou uma pequena narrativa. É incontestável. Na internet é possível achar milhares de blogs descontinuados, mas que tem pelo menos um ou outro conto. Na maioria das vezes os textos são ótimos, mas creio que todos concordam que se há algo que pode acabar com todo o encanto do leitor, esse “algo” se chama: Erros de ortografia. Neste artigo, vou mostrar algumas dicas que irão te auxiliar nesse trabalho de “e-escritor”.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

A rosa

O lixo a sua direita, bem próximo à porta do seu quarto estava cheio. Inúmeras folhas amassadas foram arremessadas até lá como resultado de sua insatisfação ao escrever, descrever e recriar a foto que havia em suas mãos. A sua frente o monitor de seu computador exibindo uma imagem da Garota. Uma camiseta branca com alças finas, em seu rosto, inclinado para a direita, um belo sorriso, enquanto em seus olhos, que também sorriam, o brilho que mais o atraia. A impressão que tinha era de que aquele brilho era inofuscável. Já em sua mesa, além de algumas folhas rabiscadas, com algumas frases e desenhos, havia três fotos dela. Sua impressora estava realizando a impressão de mais uma. Em sua mão esquerda segurava a foto que lhe inspirava enquanto, em sua mão direita, girava entre os dedos uma caneta.
                A inquietação começava a tomar conta dele. Em sua cabeça havia tanta coisa a colocar para fora, eram raros os momentos em que se sentia tão inspirado e com a criatividade aguçada como naquele instante. Porém, ainda que lhe soasse contraditório, sentia também que não seria capaz de conseguir trazer tudo para sua linguagem exterior. Mesmo com tantas folhas com seus resultados insatisfatórios, ele não se deu por vencido. De alguma forma tudo teria que sair. Ele estava convencido disso.
                Após muito observar a bela imagem e girar a caneta entre os dedos, o rapaz, ainda inquieto, colocou a foto ao lado de sua xícara de café, e levantou. Frustrado, arremessou a caneta contra a parede e levou a mão direta até sua testa. A fotografia que segurava era uma das que mais lhe encantavam. No mesmo ambiente da imagem exibida em seu monitor, mas desta vez com um vestido, talvez uma camiseta sem alças, de cor preta. Seu ombro direito era fortemente iluminado pela luz do ambiente, criando assim, um belo contraste com sua pele morena. Seus cabelos negros caídos a esquerda de seu pescoço ajudaram a criar a sombra perfeita sobre seu rosto. O mesmo sorriso parecia, desta vez, ser único. Talvez ele pensasse assim em todas as fotos que havia visto até aquele momento. Seus olhos, que estavam contornados por uma camada de lápis de olho, não olhavam diretamente para a câmera, o que dava àquela imagem um charme a mais.
                Ficou andando de um lado para outro em seu quarto até se deparar com o mural que tinha pendurado na mesma parede onde ficava seu computador. Ali havia desenhos, fotos, pequenos textos e alguns lembretes. Por alguns instantes o rapaz ficou olhando esse conjunto, mas fora interrompido pelo seu celular. Uma mensagem de sua operadora. Enquanto lia acabou olhando para sua estante de livros e lá havia um exemplar de O pequeno príncipe. Seu coração bateu mais rápido por alguns momentos, e então ele olhou novamente para seu mural. Apesar de ser um lugar onde coisas importantes deveriam estar, havia apenas fotos corriqueiras, textos rabiscados e simples esboços. Como pode demorar tanto para entender?
                Em sua cabeça iniciou uma espécie de filme com tantos fatos realmente importantes para ele, e lembrou que nenhum tinha algo devidamente registrado, ou que no mínimo remetesse a alguma lembrança daqueles instantes. Tais pessoas e momentos não são fáceis de ter, ainda que em fotografias. Tudo fica preso em sua mente. Ele se dirigiu até a mesa e olhou aquele cenário. Rascunhos, frases avulsas e fotos. Ao lado da xícara estava a que ele segurava cuidadosamente, momentos atrás. Tudo o que fez foi guarda-la na carteira e sair do quarto. E no caminho que faria, a única frase que ecoaria em seus pensamentos seria:  
Foi o tempo que você dedicou a sua rosa que a fez tão importante”.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Imaginário

Logo, então, senti que eu perdia o ar, mas ao mesmo tempo me senti mais vivo do que nunca antes pude sentir. Aliás, meu coração agora não apenas batia, era como se dentro de mim houvesse uma caixa de som em sua potência máxima, ligada pulsando intensamente. Passei praticamente a minha vida inteira achando que quando este momento chegasse eu simplesmente saberia. Ah, ledo engano. Não é uma questão de saber, mas sim de simplesmente NÃO saber. Não saber onde está o chão, o ar, o folego, as palavras, a força, a extroversão, a realidade, a capacidade, mas principalmente... O coração. Reparar que não é apena sum momento. De fato não é um momento, é sim uma loucura. Mesmo porque, sei que jamais sentirei tudo como desta vez.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

A aura de um anjo

Ainda no céu estava a estrela da  manhã
Quando no campo brotava O girassol
Em cada pétala um brilho único
Como uma tatuagem, seu nome ali estava
O orvalho escorria, suave e delicado
Assim como a brisa tocava e levava
Levava aos poucos uma ou duas pétalas por vez
Mas não a sua beleza
Pois ainda permanecia ali, seu nome

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Íris

Meus olhos vagavam pelo ambiente, buscando pequenos espaços de tempo para focar naquele rosto. Ela estava ao meu lado, mas eu receava que percebesse. Em um período de pouco mais de uma hora, pude passar o olhar por seu pequeno sorriso duas ou três vezes.
De estatura baixa, seus olhos eram levemente puxados, e a camada de lápis de olho destacava ainda mais o lindo tom castanho de sua íris. Seu semblante suave e delicado, mesmo nos momentos que não a tinha sobre minha visão, não saia de minha cabeça. Sua pequena boca, vez ou outra, estampava um sorriso radiante. Lembro-me da vez que ela teve um leve ataque de risos. Bastou isso para que eu a mantivesse nos meus pensamentos desde então. Nos pés usava All Star, sempre All Star. Hoje um cachecol de cor lilás esquentava seu pescoço enquanto seus cabelos levemente cacheados e loiros pairavam sobre ele.
Ainda tinha meus olhos vagando, no momento que escrevia sobre ela, mas conseguia ver nitidamente dentro da minha cabeça tudo o que veria se eu olhasse no fundo de seus olhos... Seu brilho...